Áreas de atuação

Oncoginecologia

A oncoginecologia cuida dos tumores dos órgãos reprodutivos femininos. A Dra. Tariane atua principalmente nos três mais frequentes, colo do útero, endométrio e ovário, da investigação à cirurgia e ao acompanhamento.

Colo do útero

Câncer do colo do útero

Ligado ao HPV e, por isso, um dos cânceres mais preveníveis. Nas fases iniciais, geralmente não dá sintomas.

  • Vacina e teste de DNA-HPV
  • Cirurgia com preservação da fertilidade em casos selecionados
  • Escolha individualizada da via cirúrgica
Entenda o câncer do colo do útero

Corpo do útero

Câncer de endométrio

Surge no revestimento interno do útero. O principal sinal é o sangramento fora de hora, principalmente após a menopausa.

  • Investigação do sangramento anormal
  • Cirurgia minimamente invasiva nos estágios iniciais
  • Técnica do linfonodo sentinela
Entenda o câncer de endométrio

Ovários e trompas

Câncer de ovário

Costuma ser silencioso no início. Conhecer os sinais e o risco genético da família faz diferença.

  • Teste genético (BRCA1, BRCA2 e outros genes)
  • Cirurgia de citorredução
  • Tratamento planejado com a oncologia clínica
Entenda o câncer de ovário

Atenção aos sinais

Quando procurar avaliação

Na maioria das vezes, esses sinais têm causas benignas. Mesmo assim, quando persistem, precisam ser investigados por um médico.

  • Sangramento vaginal após a menopausa, mesmo que pouco e uma única vez
  • Sangramento entre as menstruações ou depois da relação sexual
  • Menstruação muito aumentada ou irregular, principalmente após os 40 anos
  • Corrimento persistente, com sangue ou odor forte
  • Dor pélvica ou dor na relação que não melhora
  • Abdome estufado ou aumentado e sensação de saciedade rápida ao comer
  • Vontade frequente de urinar ou mudança no hábito intestinal sem explicação
  • Perda de peso sem causa aparente

Cirurgias de alta complexidade

Quando a cirurgia precisa ir além

Alguns casos exigem cirurgias extensas, planejadas em equipe e realizadas em hospital com estrutura adequada:

  • Citorredução no câncer de ovário: retirada de todos os implantes visíveis do tumor no abdome, um dos fatores mais importantes para o resultado do tratamento.
  • Linfadenectomias pélvica e retroperitoneal: retirada de linfonodos para avaliar a extensão da doença ou tratá-la.
  • Cirurgias pélvicas ampliadas, como a exenteração pélvica: indicadas em situações muito selecionadas, como em algumas recidivas do câncer do colo do útero.

Nessas cirurgias, a indicação cuidadosa, o preparo da paciente antes da operação e o acompanhamento no pós-operatório são tão importantes quanto a técnica.

Prevenção e risco hereditário

O que está ao seu alcance

Vacina contra o HPV

Protege contra os tipos de HPV mais ligados ao câncer do colo do útero. No SUS, é aplicada em dose única em meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de grupos específicos em outras idades.

Rastreamento do colo do útero

O Brasil está substituindo o exame preventivo (Papanicolau) pelo teste de DNA-HPV para mulheres de 25 a 64 anos. Com resultado negativo, o teste é repetido a cada 5 anos.

Sangramento fora de hora

Não há exame de rotina para o câncer de endométrio. A melhor estratégia é investigar qualquer sangramento anormal, principalmente depois da menopausa.

Histórico familiar

Casos de câncer de ovário, mama, intestino ou endométrio na família podem indicar risco hereditário, como alterações nos genes BRCA1 e BRCA2 ou a síndrome de Lynch. O teste genético ajuda a definir estratégias de prevenção.

Decisões em equipe

Cada caso, discutido por várias especialidades

O tratamento do câncer ginecológico raramente depende de uma única especialidade. Cirurgia oncológica, oncologia clínica, radioterapia, patologia, radiologia e genética constroem juntas o plano de cada paciente, em reuniões conhecidas como tumor boards.

Como a Dra. Tariane costuma reforçar, cada caso precisa de uma avaliação individualizada e multidisciplinar. Na consulta, o plano é explicado de forma clara, para que você entenda as opções e participe das escolhas.

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre oncoginecologia

Quando procurar um cirurgião oncológico com atuação em oncoginecologia?

Quando há suspeita ou diagnóstico de câncer do colo do útero, do endométrio ou do ovário; quando um exame mostra uma alteração suspeita, como um cisto de ovário com características atípicas; ou quando há histórico familiar que sugira risco hereditário de câncer.

Ter um tumor no útero ou no ovário sempre significa câncer?

Não. Muitos tumores do útero, como os miomas, e a maioria dos cistos de ovário são benignos. A avaliação especializada ajuda a diferenciar os casos e a evitar tanto a demora no diagnóstico quanto cirurgias desnecessárias.

Vou precisar de quimioterapia?

Depende do tipo de tumor, do estágio e do resultado do exame anatomopatológico. Em muitos casos iniciais, a cirurgia é o único tratamento. Em outros, ela é combinada com quimioterapia, radioterapia ou outras terapias, sempre em conjunto com a oncologia clínica.

Posso levar exames feitos em outro serviço?

Sim. Laudos de biópsia, exames de imagem e relatórios de cirurgias anteriores ajudam muito na primeira consulta. Se tiver as lâminas ou os blocos de parafina da biópsia, informe a equipe: em alguns casos, a revisão por outro patologista é recomendada.

Agendamento

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Sem formulários: você conversa direto com a equipe. Se puder, tenha em mãos seus exames e laudos mais recentes.

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